Intercâmbio em Brighton, a cidade litorânea mais cool do Reino Unido.

Brighton fica a 1 hora de trem ou 2:30 horas de ônibus saindo do centro de Londres e com certeza vai ser a cidade litorânea mais charmosa e vibrante que você vai encontrar no Reino Unido.



Ela tem tudo que uma cidade grande oferece, com o ar acolhedor de uma cidade pequena. Além de tudo, é considerada a cidade mais gay friendly da Inglaterra! O respeito ao próximo é algo muito forte por lá.

Brighton tornou-se um destino turístico após a chegada da ferrovia em 1841, e a partir daí viu o crescimento populacional crescer, hoje conta com cerca de 480 mil habitantes e a cidade chega a receber por volta de oito milhões de turistas por ano! 

Morei por um tempinho lá, e moraria por toda vida. Aqui eu te explico porque você DEVE incluir Brighton no seu roteiro pela Inglaterra ou até mesmo, escolher a cidade para ser o destino ideal para o seu intercâmbio. Ah, sempre bom lembrar que como estamos em época de Pandemia, o funcionamento dos estabelecimentos talvez seja alterado, é bom verificar no site ou redes sociais de cada um antes de ir.

Intercâmbio em Brighton: 

Eu conheci Brighton através de um amigo que fez um período de faculdade na Universidade de Brighton, e quando fui pesquisar mais sobre o lugar foi paixão à primeira vista. Depois que decidi fazer um mês de intercâmbio na Inglaterra, o mais difícil foi decidir a cidade. Carioquíssima da gema que sou, fiquei fascinada com a ideia de uma cidade à beira-mar e assim eu fui. Planejei tudinho em 6 meses e embarquei para a melhor experiência da minha vida.

O meu nível de inglês avançou muito nessas quatro semanas. O que eu mais tinha dificuldade era o medo da conversação, em errar, em tropeçar nas palavras, e tudo isso eu perdi, e perdi de vez. Até hoje eu consigo me comunicar e conversar sem o medo de falar. Então, eu diria que foi a maior
conquista desse intercambio.

A escolha da Escola:

Meu nível de inglês antes da viagem já era intermediário, por isso foi mais fácil conseguir contatar escolas por conta própria. Eu basicamente joguei no Google, vi avaliações, sites, fotos, vídeos, redes sociais e troquei e-mails com 4 escolas. A escolha final, depois de muita pesquisa, foi pela que cabia mais no meu bolso, era mais afastada do centro e mesmo assim, a uma
quadra da praia.

Minhas aulas eram de 15 horas semanais, o que dá por volta de 3 horas de aula por dia, foi super incrível poder ter essa duração de curso todos os dias, uma coisa muito diferente dos cursos de idioma que eu tinha feito no Brasil.

No primeiro dia na escola, eu cheguei lá bem cedo e fiz uma prova de nivelamento pra saber direitinho para qual nível e turma estava apta a
começar. Peguei meu material, que já estava incluso no valor, e soube o resultado na parte da tarde, o horário que escolhi iniciar as aulas.

Brighton possui uma gama enorme de boas escolas que acolhem estudantes de todas as partes do mundo. Eu por exemplo, estudei com pessoas da Turquia, EUA, França, Itália, África e Japão. Fui a única brasileira na minha sala durante todo o mês do intercâmbio.

Muitas agências brasileiras também fazem pacotes ótimos de várias opções de estudos para a cidade. O valor final que paguei na escola, por 1 mês de intercambio foi de £550 libras.

Acomodação:

A maioria das escolas que eu contatei possuíam a opção de Host Family (Casa de Família). Normalmente essas casas ficam em bairros afastados do centro e da escola, fazendo com que você precise utilizar o ônibus ou bike para se locomover. Por esse motivo sai bem mais barato ficar em Host Family do que escolher uma acomodação própria no centro da cidade. Sem contar que têm a opção de alimentação inclusa, o que é uma boa se você não souber, ou não quiser cozinhar.

A minha escolha, apesar disso, foi feita pelo Airbnb. Como a minha escola não ficava muito no centro, foi mais tranquilo conseguir um quarto em conta perto dela, eu andava só 10 minutinhos para chegar nela, e por volta de 25 minutos até o centro de Brighton.  O valor da acomodação, por 1 mês, saiu por volta de R$2.800 reais.

Alimentação e Lojas:

O mercado Tesco é a rede mais famosa de mercados do Reino Unido, e pra mim, foi a opção mais barata para compras de semana.  Minha primeiríssima compra semanal, que incluía macarrão, frios, iogurte, cereal, ovos, molhos, pão e biscoitinhos custou £14.50 libras. Alguns itens duraram mais de uma semana, tipo o cereal e os iogurtes, mas durante esse tempo morando em Brighton, minhas compras semanais não passavam de £20 libras, mesmo com algumas carnes.



A Loja Poundland era outra opção maravilhosa, ela tem praticamente tudo! De itens de higiene, comida, decoração à itens de papelaria, e melhor: custando apenas £1 libra. Já as lojas de roupa como Primark, H&M e New Look, são ótimas. Vira e mexe tem promoção. Eu comprei suéter por £3 e £6 libras, blusas cropped por £2 libras e as vezes até por £1 libra. São muitas opções, da para deixar a gente doidinha!

Como Chegar em Brighton? 

Avião:
O aeroporto mais próximo é o Aeroporto de Gatwick, que fica a cerca de 1 hora de ônibus até o centrinho de Brighton. Atualmente, a companhia de avião Norwegian opera voos diretos algumas vezes por semana entre Rio de Janeiro e Londres, o que ficou muito mais fácil e barato viajar entre os dois destinos, já que a Norwegian opera esses voos com preços bem abaixo do padrão, principalmente se você optar por não levar bagagem despachada. Lembrando que, por conta da pandemia do COVID essa rota se encontra suspensa.

Ônibus:
A National Express é uma empresa low cost de ônibus e circula por todo Reino Unido, o preço da passagem pode começar em £5 libras. Eu mesma já peguei uma promoção que paguei £15 libras ida e volta para Londres e foi MARA. Os ônibus são confortáveis, com wifi e sem lugar marcado. O ideal é optar pelo destino em Brighton Coach Station, que você salta bem no centro e pertinho da praia.



Do centro de Londres, a principal estação para seguir com destino a Brighton é pela London Victoria Coach Station, e tem a duração de 2:30h. Também é super fácil de chegar de ônibus a partir de outros aeroportos próximos a Londres, pois a maioria conta com a operação da National Express em seus terminais.

Trem:
O jeito mais rápido de se chegar em Brighton é, sem dúvidas, de trem. Você pode pesquisar direitinho no Train Line. O trajeto a partir de Londres dura em torno de 1 hora e tem saída de vários destinos, tais como: London Victoria e London Blackfriars, ambas localizadas no centro da cidade. O preço é bem mais salgado, cerca de £30 libras o trajeto, mas sempre rola promoções de bate e volta, que é o ideal para quem vai visitar a cidade por um dia.

Em um próximo post eu vou te mostrar e contar as atrações mais incríveis dessa cidade! Não deixe de acompanhar o site toda semana para conferir as novidades por aqui. Até lá!


Texto: Karine Ribeiro. 26 anos, é aquariana, carioca e louca pela vida! Novas aventuras, música, séries e viagens. Aos 19 anos fez sua primeira viagem para fora de sua cidade e depois disso, foi só ladeira acima! “Hoje eu vivo para ser feliz e colecionar momentos incríveis, podendno dividir com quem quer somar nesse mundão”. Instagram

Como se preparar para um Cruzeiro Marítimo?

Cruzeiros são uma maneira ótima de viajar! Você irá desfrutar de muito conforto e entretenimento à bordo de um navio, e ainda conhecerá diversos destinos em uma mesma viagem. Famílias que viajam com filhos pequenos têm a vantagem de contar com uma equipe de recreadores que realizam atividades com as crianças em diversos horários. Elas se divertem, e os pais conseguem fazer outras atividades nesses momentos.

Essa é sua primeira vez?

Se você nunca viajou de navio, uma boa opção são os cruzeiros de 3 ou 4 noites. Um roteiro curto é o ideal para você analisar como se sente com o balanço das ondas. Quanto maior for o navio, menos irá balançar. Em algumas rotas o mar costuma ser mais calmo, como no Nordeste brasileiro, por exemplo. Já quem vai para o Sul, especialmente Punta del’Este, vai pegar um mar mais agitado. E pra quem já costuma sentir mal estar em outras viagens, consulte seu médico antes de viajar e peça alguma medicação para você evitar o mareio (sensação de enjoo causada pelo mar).

Escolhendo a Rota:

A escolha da rota pode ser um pouco difícil já que existem tantas opções! No Brasil há lugares incríveis a se visitar: A região de Angra dos Reis é muito linda para se navegar. O mar é bem verde por causa da vegetação das ilhas e a paisagem fica encantadora! Já as viagens para o Nordeste apresentam menor possibilidade de chuvas na época do verão. Nas cidades que possuem porto, o desembarque e embarque são feitos de forma rápida. Já nos locais que não possuem porto, é necessário fazer o transporte de tender (pequenos barcos) do navio até o píer, e esse trajeto demora um pouco mais, além da possibilidade de haver filas no momento em que for sair.

Antes da Viagem:

Informe-se também sobre como será a programação a bordo. É comum as agências de turismo realizarem alguma reunião com os passageiros antes do embarque para dar informações básicas. Elas são importantes para saber detalhes e até para você arrumar sua mala, pois haverá festas temáticas e noite de gala, e esses detalhes são passados pela cia marítima e/ou agência de turismo. Comparecendo a essa reunião você poderá se vestir adequadamente para todos os eventos.

Todos à bordo!

Os horários de chegada e partida dos portos costumam já estar previstos no momento em que reserva seu pacote de cruzeiro. Com isso você conseguirá programar melhor seus passeios em cada local. Em geral, os passageiros devem estar a bordo pelo menos 30 min antes do navio partir.

Há uma equipe de excursões que organiza diversos passeios que saem e retornam para o navio. A vantagem de se reservar com a equipe é o melhor aproveitamento do tempo, especialmente em cidades em que não há porto e o navio fica fundeado. Caso ocorra algum imprevisto e a excursão atrase o retorno, você não terá problemas com perder o navio. Busque o balcão de excursões quando embarcar e informe-se melhor sobre as opções de passeios.

Quanto dinheiro levar?

As compras costumam ser realizadas em dólar na maioria das cias marítimas. As refeições estão inclusas no pacote, mas em alguns navios há restaurantes à la carte e alguns cafés que oferecem refeições pagas à parte. Além de separar uma quantia para excursões e bebidas, lembre-se que há diversas lojas a bordo com ótimos produtos! Muitas vezes fazem promoções de certos artigos e talvez você se interesse em comprar algum perfume, roupa ou relógio.

O spa oferece diversos pacotes e massagens. Se o seu objetivo principal com a viagem for relaxar, essa pode ser uma ótima ideia. Ah, o cassino também pode ser muito divertido! 

E por último, veja tudo o que o navio oferece. No site da cia você encontrará muitas informações e fotos, e também um mapa dos decks do navio. Assim você saberá as opções de restaurantes, bares, piscinas, atividades de lazer e entretenimento. E isso permite que você se planeje para conhecer e vivenciar tudo o que quiser!

Diário de Bordo. 

Quando já estiver à bordo, você irá acompanhar detalhes da programação diária no Diário de Bordo, que todos os dias chegará em sua cabine. Nele estarão os horários de chegada e partida, informação sobre fuso horário,
funcionamento dos bares, restaurantes, piscina e academia, e também os horários dos shows e demais atividades realizadas pela equipe de entretenimento.

Espero que essas dicas ajudem você a planejar seu cruzeiro. Aproveite suas férias no mar!

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Heloisa Schievano Groppo – Bailarina e profissional de educação física com uma vontade enorme de viajar e conhecer diferentes lugares! Ao terminar a faculdade, Helô se aventurou para trabalhar em navios de cruzeiro e foi instrutora fitness à bordo e conhecendo vários lugares lindos. Dois anos depois trabalhou por 2 meses na China, dançando em um parque de diversões. “Senti o quão transformador é estar em um local novo, e continuo buscando conhecer novos locais”. Instagram / YouTube

Visita à reserva Pataxó em Porto Seguro: Como é a experiência?

Créditos: Pataxó Turismo

Apesar de Porto Seguro ser uma cidade extremamente interessante, cheia de opções de praias, feiras ao ar livre e rodeada por outras cidades menores com diversas atrações, o que mais me chamou atenção nessa viagem foi o passeio para a Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira. Um passeio bem alternativo, considerando que trata-se de uma cidade conhecida por suas festas de axé, mas que não pode ficar de fora do seu roteiro. 

Existem várias opções de formatos de visitação. Tudo depende do tempo que pretende passar na reserva e da profundidade da imersão que você depende ter na cultura deles.

O que é a Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira?

A Aldeia Reserva da Jaqueira é um espaço de 827 hectares que foi conquistado por indígenas dessa tribo, onde eles podem viver realizando suas tradições milenares, receber visitantes e desfrutar do convívio com a natureza 24h por dia. Ao todo, vivem cerca de 35 famílias realizando diferentes atividades, tanto dentro quanto fora da aldeia (afinal, eles também têm contas para pagar!), mas a maior parte das famílias trabalha dentro da própria reserva com atividades relacionadas ao artesanato e turismo.

Neste território, a Mata Atlântica está 100% preservada e os índios têm a oportunidade de viver em uma realidade bem próxima daqueles que viviam na região antes da chegada dos portugueses. 

A Reserva da Jaqueira foi demarcada e homologada como terra indígena. Isso significa que ela é protegida por uma Lei Federal. Ao longo da visita, os moradores explicam melhor a luta para conquistar essa terra, que nem sempre foi de posse do povo Pataxó.

Créditos: Pataxó Turismo

O que vou encontrar ao visitar a reserva?

Ao entrar na aldeia, você será muito bem recebido. Em dias de visitação, haverá um integrante da tribo aguardando na entrada para te recepcionar. É possível fazer a visitação por conta própria ou por meio de uma agência de turismo. 

Logo quando cheguei, fui recebida por duas crianças (filhos do que estava responsável pela portaria naquele dia). Uma linda indiazinha com no máximo 3 anos de idade já pulou o meu colo para me receber e perguntar meu nome! 

Apesar de eu ter sido recebida dessa forma, ao longo de todo o passeio, pude perceber que nem todos eles se sentem à vontade para abraçar e tirar fotos com os visitantes o tempo todo. Assim como nós, existem alguns índios que são mais reservados e não conversam muito. Então, é importante ter atenção e entender quais deles se sentem mais à vontade para conversar. Todos estão vestidos de forma característica, pois é realmente dessa forma que se arrumam no dia a dia para manter a tradição viva.

De toda forma, haverá um responsável por guiar todo o seu passeio. Os integrantes da tribo que ficam com esse trabalho são os mais extrovertidos e que têm mais facilidade de lidar com o público. Então, em caso de dúvidas, recorra a ele!

O passeio que fiz foi o chamado “Volta às Origens” –  o mais curto dentre as opções, com duração de 3 horas. Em fevereiro de 2020, o valor era de 85 reais por pessoa. Neste passeio tive a oportunidade de:

  • Receber uma pintura no rosto, que eles usam para identificar se um membro da tribo é casado ou não;
  • Participar de uma roda de conversa onde contam a história da tribo, seu desaparecimento devido à complicações durante a colonização, luta dos descendentes para retomar os costumes e reconstruir a reserva, principais costumes e dúvidas que vão surgindo dentre os visitantes;
  • Visitar o kijeme do Pajé (aquilo que costumamos de chamar de oca, na língua Tupi);
  • Conhecer a exposição aos artesanatos feitos pelas índias da reserva;
  • Fazer uma caminhada leve pela mata para conhecer diferentes armadilhas, atividades típicas e maior contexto sobre a história da tribo;
  • Degustação de peixe preparado de forma característica, na folha de patioba;
  • Participar do Awê, o ritual de confraternização e agradecimento com dança e cantos Pataxó.

Ao final de tantas atividades, tudo que eu queria era ter comprado um pacote maior para passar mais tempo ali, pois foi uma experiência absolutamente incrível.

Existem outras opções de atividades inclusas?

Existem outras opções de passeios que você pode fazer na reserva. São eles:

  • Dia de índio: com duração de 7h, no valor de R$160,00;
  • Dia de índio com pernoite: com duração de 24h, no valor de R$270,00;
  • Cerimônia de casamento (sim, você pode se casar na tribo!): duração de 1 a 7 dias, com valor a ser consultado;
  • Ritual da vitória: com duração de 6h, no valor de R$160,00.

Esses são os valores cobrados diretamente pela tribo. Caso você faça o passeio por meio de uma agência, os valores podem variar por conta dos serviços extras de intermediação.

O que eu achei da experiência?

A experiência como um todo

Sem dúvidas, esse foi o melhor passeio da viagem. É muito interessante ouvir a história do Brasil e das tribos indígenas pela versão daqueles que foram prejudicados em todo o processo. 

Uma coisa que me chamou muita atenção ao longo de toda a visitação é o fato de que a chegada dos portugueses não é retratada como “o descobrimento”, como aprendemos na escola e somos acostumados a falar quando contamos a história do Brasil. Esse fato é retratado como “a invasão”. Pode parecer algo simples, mas passei a ver a história do nosso país como algo completamente diferente. 

No dia a dia, não nos lembramos das nossas raízes e da verdadeira história do país. O que aconteceu aqui antes da “invasão” é simplesmente ignorado e não nos damos conta disso no dia a dia. Todo o sofrimento e luta dos indígenas para lidar com os portugueses é retratado na roda de conversa e foi incrível entender um pouco mais sobre todo esse universo que é tão distante de mim.

As atividades realizadas na reserva

Também foi uma experiência única fazer as atividades junto com os índios. Meu grupo foi guiado por um senhor chamado Murici, que fez toda diferença na experiência! Se você tiver a oportunidade de escolher quem vai guiá-lo na mata, escolha o seu Murici! ;)

Ele nos apresentou a reserva toda de uma forma muito divertida. No grupo havia eu, meu namorado, dois uruguaios e um americano. Por ter uma aparência mais europeia, ao longo do passeio, seu Murici chamava o americano de português e não faltaram brincadeiras que faziam todos rir, nos deixando super à vontade para fazer perguntas que talvez ficaríamos receosos de fazer por medo de ofender a cultura (algo normal quando estamos em um ambiente totalmente diferente do nosso).

Ele nos contou, inclusive, sobre o dia em que jornalistas de uma TV Suíça visitou a tribo durante a Copa do Mundo de 2014 para fazer uma reportagem sobre os índios acompanhando o evento sediado no Brasil, dando de presente uma TV para a reserva. Segundo ele, quando todo o ambiente estava pronto para gravação, nenhum índio conseguiu ligar a TV. Afinal, era a primeira televisão da reserva e ninguém se lembrou que a televisão não era suficiente, faltava a antena! Imagine só a situação? ;)

Em resumo, o dia foi divertido e ficamos super à vontade! Vale muito a pena!

Como fazer o passeio à reserva Pataxó em Porto Seguro?

Durante o passeio, descobri que uma moradora de Porto Seguro foi uma das pessoas que mais ajudou a tribo Pataxó a recuperar parte da terra perdida com a chegada dos portugueses, além de intermediar todo o processo para que a reserva fosse aberta a visitação, gerando renda para a população indígena.

Neste processo, dona Luiza abriu uma agência de turismo que oferece todos os passeios em parceria com a tribo e diversos outros serviços na cidade. Por sorte, havia contratado o passeio com essa mesma agência, mesmo sem saber a história.

Por isso, recomendo que todos os passeios (não só na tribo) sejam feitos por meio da Pataxó Turismo. Eles te buscam no seu hotel, levam até a reserva e retornam com você na sequência. O serviço é ótimo! Vale a pena conferir todas as opções do site!

Você tem alguma dúvida ou curiosidade sobre a Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira? Deixa um comentário aqui embaixo! Te ajudamos a organizar essa viagem que vale cada centavo!

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Texto: Carolina Simões – 26 anos, jornalista por formação e atuante no mercado de marketing digital. Mãe de duas gatas (Safira e Jade) e moradora de Belo Horizonte. “Viajar é, sem dúvidas, minha maior paixão. Sempre sonhei em conhecer o mundo todo, e desde que comecei a ganhar meu próprio dinheiro, isso se tornou uma das minhas principais prioridades. Amo conhecer culturas novas, interagir com pessoas completamente diferentes e me sentir livre. Seja de carro, avião, trem… Topo e amo qualquer aventura!”

Stipendium Hungaricum: Bolsa para Estudar de graça na Hungria

A Hungria não costuma ser o destino dos sonhos dos jovens que buscam por um intercâmbio. Eu sei muito bem disso, porque, na verdade, nunca foi o meu também. Eu acredito que isso acontece porque, pelo menos no Brasil, conhecemos pouquíssimo sobre o país, sua cultura, suas cidades, pontos turísticos, comidas típicas etc.

Bolsa Stipendium Hungaricum
A Hungria conta com um processo de bolsa de estudos que permite brasileiros estudar por lá de graça!

A Mi me convidou para falar um pouquinho de como está sendo a minha experiência vivendo em Budapeste, a capital da Hungria. Já adianto: estou vivendo os melhores meses da minha vida e realizando sonhos que eu achava que estavam distantes demais para se tornarem realidade.

Me chamo Eduarda Gressler, tenho 20 anos e venho de uma cidade de aproximadamente 30 mil habitantes no Rio Grande do Sul, chamada Dois Irmãos. Sempre estudei em escolas públicas e foi em uma dessas que me formei técnica em química. No meu ensino médio conheci a pesquisa científica, que me abriu portas que eu tanto esperava: fui parar do outro lado do mundo, na Malásia, para participar da Conferência Internacional de Jovens Cientistas. Na universidade, fui bolsista do PROUNI e estudei três semestres de Engenharia Química na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Durante todo esse tempo, sempre sonhei em fazer um intercâmbio, mas nunca tive as condições financeiras para pagar por um. Foi aí que o Stipendium Hungaricum apareceu.

Eduarda Gressler têm 20 anos e é bolsista Stipendium Hungaricum

O que é a Bolsa?

O programa de Bolsas Stipendium Hungaricum foi lançado em 2013 na Hungria e tem como objetivo apoiar estudantes estrangeiros que queiram realizar seus estudos em instituições de ensino superior húngaras. O pacote da bolsa oferece uma oportunidade única de desenvolvimento acadêmico e profissional, ampliando a rede de contatos do bolsista na Europa e claro, uma experiência imersiva na cultura húngara.

São 29 instituições de ensino superior que oferecem programas de bolsa, ou seja, são mais de 600 cursos acadêmicos, e o melhor: conduzidos principalmente em inglês! Essa bolsa é ofertada para diversos países e não é necessário saber húngaro para se inscrever.

Você pode de forma completamente gratuita, fazer um Bacharelado, Mestrado ou Doutorado. E até, programas não acadêmicos como cursos profissionalizantes e de especialização. São disponibilizadas cerca de 250 bolsas para Brasileiros por ano!

Além do curso inteiramente gratuito, o bolsista recebe uma bolsa mensal de 83.700 florins húngaros, seguro de saúde e a possibilidade de trabalhar meio-período (20h semanais).

Pré-Requisitos e Documentos Necessários:
– Ser maior de 18 anos (não existe idade máxima);
– Passaporte Válido
– Histórico Escolar Traduzido
– Certificado de Conclusão do Nível Anterior de Ensino Traduzido
– Certificação de proficiência no Inglês (IELTS 5.5 mais ou menos, depende da Universidade)
– Carta motivacional (onde você fala sobre suas motivações para estudar na Hungria)
– Exames médicos que comprovem que você não possui uma doença contagiosa (e, se caso possua, que você faz tratamento).

Processo Seletivo:
As inscrições abrem todos os anos em Novembro e vão até Janeiro do ano seguinte. Você precisa criar um perfil no site oficial e submeter todos os documentos até o final de Fevereiro, aí então eles fazem a primeira revisão dos documentos pra ver se você é elegível. Entre abril e maio acontece o processo admissional da universidade (nessa parte pode ser solicitado que você faça provas, entrevistas ou outro tipo de processo, dependendo da universidade). No início de Julho saem os resultados finais e no mês de Setembro do mesmo ano você começa o seu curso na Hungria!

Eu, Duda, estudo bacharelado em Engenharia Química na Budapest University of Technology and Economics, na capital da Hungria, Budapeste. Estou iniciando o meu segundo semestre no curso e quero dividir com vocês um pouco da minha experiência até agora:

Sobre o país e a capital:

Me pergunto “como eu nunca tinha ouvido falar na Hungria antes?”
Estou morando aqui desde agosto de 2020 e todo dia em que saio na rua é como se eu estivesse saindo pela primeira vez. As cidades são lindas, não só Budapeste, mas todas as cidades do interior que já conheci. O país tem diversas construções grandiosas, de deixar a gente de queixo caído toda vez que vê.

Segurança para Mulheres:
A capital, Budapeste, é uma cidade limpa, bem cuidada e segura. Posso voltar de uma festa sozinha de madrugada e me sinto mil vezes mais segura do que me sentiria no Brasil (eu sequer voltaria sozinha lá). Não digo que tudo são flores, já conheci pessoas que tiveram celulares furtados ou outras coisas, mas nunca fiquei sabendo de alguém que sofreu algum tipo de agressão ou assalto. Uma coisa que vejo muito por aqui são moradores de rua, alguns usuários de drogas e muitos bêbados. Como vim de cidade pequena, isso foi algo que me chamou muita atenção no início.

Muitas meninas me perguntam “mas Duda, esses homens bêbados na rua nunca mexeram contigo?”, e sobre isso: já teve uma ou outra vez que a pessoa gritou alguma coisa de longe (em húngaro, então não entendi nada mesmo), mas nunca, nunquinha, alguém chegou perto de encostar em mim, nem nas minhas amigas. Por isso que digo que me sinto muito mais segura
aqui do que no Brasil.

Transporte Público: 
O transporte público aqui é uma das coisas que eu mais gosto. Eu pago um valor de 3450 HUF por mês (cerca de 60 reais) e posso utilizar os ônibus, o tram e os metrôs quantas vezes eu quiser. A cidade inteirinha é conectada pelo transporte, que funciona pontualmente e 24 horas por dia (na madrugada, com menos frequência).

Custo de Vida:
Já falei sobre os custos na live que fiz com a Mi (que inclusive super recomendo, tiramos várias dúvidas sobre a bolsa de estudos lá!), mas vou dar uma visão geral por aqui.
Um real brasileiro equivale a (em torno de) 55 florins húngaros. Os valores que vou passar são os gastos que tenho por mês, que podem variar muito dependendo do seu padrão de vida.

– ALUGUEL: eu divido quarto com outra brasileira e pago 55.000 HUF por mês (em torno de mil reais). Nesse valor já estão incluídos os custos com aquecimento, água, luz e internet. A partir do próximo mês, vou me mudar para outro apartamento onde terei um quarto só pra mim e o valor será de 64.000 HUF, com tudo incluso também. Esse valor para um quarto individual, grande, com cama de casal, é relativamente barato, mas ele só está com o valor mais baixo por causa da pandemia.

– TRANSPORTE: como já citei, pago 3450 HUF por mês (cerca de 60 reais) para andar com os transportes públicos da cidade quantas vezes eu quiser, 24 horas por dia.

– MERCADO: eu gasto cerca de 30.000 HUF por mês (em torno de 550 reais). Eu como super bem, não deixo de comprar as coisas que quero e consigo manter uma alimentação saudável com esse valor. A única coisa que acabei cortando da minha rotina foi a carne vermelha, que aqui custa muito caro.

Pessoas Húngaras:
Muitas pessoas aqui costumam dizer que húngaros são frios e grossos. Já tive experiências diversas, mas realmente senti que as pessoas aqui são muito mais fechadas do que no Brasil. Já recebi muita cara feia no mercado e em lojas por não falar húngaro, mas nada que tenha me deixado super incomodada. Um professor húngaro que tenho me falou que aqui no país os clientes não são tratados como prioridade, que muitas vezes os atendentes agem como se estivessem fazendo um favor ao cliente, mas que isso vem mudando com o passar dos anos. E mesmo que você não se dê bem com o jeitinho húngaro de ser, tem gente de todo lugar do mundo por aqui. É muito difícil eu sair na rua e não ouvir gente falando em inglês (acontece até de ouvir pessoas falando em espanhol, alemão, português, francês etc.). E tudo isso em tempos de pandemia, dizem que antes da pandemia a cidade era lotada de turistas.

Sobre a Universidade:

Desde que cheguei aqui, por causa da pandemia, as minhas aulas estão acontecendo online. Por isso, ainda não tive muitas oportunidades de visitar a universidade e conhecer os prédios. Pelo que pude ver até agora e pelo que conversei com veteranos, a estrutura da universidade é ótima.

Budapest University of Technology and Economics

Sobre os professores, tive experiências boas e ruins, assim como tive no
Brasil. Tive professores com uma ótima didática, enquanto outros não explicavam nada, tínhamos que estudar o conteúdo inteiro por conta própria. Uma coisa que foi uma grande novidade pra mim foram as provas orais. Nunca havia feito uma prova oral na vida, muito menos em inglês, então foi o que mais me tirou a calma no primeiro semestre, mas no final
deu tudo certo!

Eu tenho um perfil no Instagram onde mostro um pouco da minha vida por aqui, que é o @vidaembudapeste. Estou sempre ajudando pessoas que querem aplicar pra bolsa ou que tem interesse de vir morar na Hungria, então se tiverem qualquer dúvida podem me chamar por lá! Espero ter conseguido passar uma visão geral de como são as coisas por aqui.

Budapeste é uma cidade muito turística, com diversos intercambistas, lotada de bares, festas, restaurantes e cafés. Eu poderia morar aqui por 50 anos e não iria conseguir conhecer todos esses lugares. A cidade é apaixonante e superou todas as minhas expectativas! 

CONHECENDO PORTUGAL EM 3 DIAS

Fazer um mochilão na Europa por 20 dias foi um dos primeiros desafios que enfrentei quando o assunto é viagem. Além da história que já conhecemos, de que na Europa tudo é muito caro, eu tive que fazer um planejamento bem estruturado da viagem, para não correr o risco de dar tudo errado, ou pelo menos, quase tudo. A primeira coisa que eu falo para todo mundo é: se você comprar um chip de celular que funcione em outro país, espere até chegar para colocar ele no seu celular, ou coloque antes de sair de onde está. Isso por que eu tive a má experiência de ter perdido o meu chip dentro do avião (óbvio que eu nunca mais achei). Com a perda do chip eu acabei gastando 80 euros SÓ comprando chip pelos países que passei. E como eu visitei cinco países, vocês já podem imaginar a dor de cabeça que deu. Mas sem bad vibes aqui hein!?

Hoje eu vim falar sobre um dos cinco destinos da minha trip, e também um dos destinos que mais amei conhecer: Portugal. Como os meus voos de chegada e partida eram de Portugal, acabou que fiquei um tempo maior por lá. Fui em fevereiro, então estava um pouco frio ainda (mesmo Portugal sendo o lugar mais quente pelo qual passamos), o problema nem é o frio, é o VENTO. A primeira impressão que eu tive de Portugal foi “um Brasil mais antigo que deu certo”, porque para todo lado que eu olhava em Lisboa, me lembrava o Brasil dos livros de história, sabe? Os carros mais antigos e a arquitetura me lembraram um pouco das ruas de São Paulo.

A primeira coisa que eu fiz quando cheguei em Portugal foi pegar um metrô e ir pro hotel. Eu viajei com meu esposo e nós estávamos muito cansados, mas como eu sou espertinha, já havia pesquisado antes de ir onde ficavam os mercados e padarias mais próximos do hotel. Por sorte havia um mercadinho há 2 ruas para baixo, e foi lá que compramos nossa refeição completa do dia seguinte.

Acordamos e fomos logo embarcar passar um dia em Porto e, se tudo desse certo, iríamos assistir a um jogo da Champions League. Como nós gostamos bastante de futebol, era algo importante para nós. Chegando em Porto pegamos direto um metro para o Estádio do Dragão, que é o estádio oficial do Futebol Clube do Porto. As bilheterias ainda estavam fechadas, mas o que tinha de cambista na porta, não dava para contar. Preferimos comprar direto na bilheteria, pois os riscos dos ingressos serem falsos é bem alto. Conseguimos os nossos tão sonhados ingressos do jogo do Porto contra o Juventus, foi surreal para nós. Conhecemos o entorno do estádio, loja oficial e tudo mais.

Depois fomos direto para a livraria Lello e Irmão, porque como fã de Harry Potter desde os sete anos, eu não poderia deixar de conhecer a livraria que inspirou J.K. Rowling. Pagamos 15$ para entrar na livraria, mas valeu cada centavo, foi muito mágico. Acho que para quem é Potterhead, conhecer coisas que envolvem a história, sempre será muito mágico e nostálgico. É incrível imaginar que J.K. se sentou em alguma daquelas cadeiras para escrever, ou que ela folheou algum livro das estantes.

Pelas 11:00 da manhã estávamos verdes de fome e descobrimos um “café” ao lado da livraria. Eles serviam pratos de comida então optamos por já fazer uma refeição reforçada. Eu não sei se era porque eu estava morrendo de fome, mas eu pedi um macarrão à carbonara que foi a coisa mais deliciosa que eu já comi na minha vida. O problema é que o prato era enorme e eu não consegui comer tudo, mas confesso que depois, quando bateu a fome de novo, eu me arrependi de não ter comido aquele resto que eu deixei no prato. É sempre assim, né!? O jogo começava por volta das 19:00, portanto tínhamos que chegar lá pelo menos umas 17:00. Não tínhamos muito tempo para conhecer Porto melhor, por isso andamos por alguns pontos turísticos que ficavam “perto” de onde estávamos e que dava para ir andando. Depois de um tempo andando e conhecendo alguns pontos, voltamos para o estádio.

O metro estava LO-TA-DO. Cheio de italianos conversando absurdamente alto, pessoas cantando, parecia que já estávamos dentro do jogo. Fiquei um pouco impressionada, mas não sabia o que viria depois. Ao sair do vagão, uma multidão se encontrou na escadaria, pessoas cantando musica do Porto, a multidão praticamente nos carregava. A energia que rolava ali, era incrível, não dá nem para descrever. As nossas garrafas de água e comidas foram barradas na portaria, mas comemos um hotdog com batata frita delicioso dentro do estádio.

No dia seguinte fizemos um passeio de ônibus até a cidade de Fátima. Fomos na parte da manhã e voltamos pelas 15:00. O santuário é lindo e para quem é mais religioso chega a ser emocionante. Uma dica: procure por bons restaurantes em Fátima para comer. Não tivemos tempo de olhar e por isso ficamos com fome até a volta. Deixamos a parte da tarde para conhecer melhor Lisboa e fazer umas comprinhas. Fomos até o El Corte Inglês e aproveitamos bastante os preços por lá. Dá para comprar muita coisa boa e barata em Portugal, e na Europa em si, só tem que saber o lugar certo de ir. Fui conhecer Belém e estava SECA para experimentar o famoso pastel de Belém. Confesso que me surpreendi bastante com o bendito pastelzinho. Ele é crocante e cremoso ao mesmo tempo, nada parecido com os que vendem no Brasil. Esse dia estava muito frio e com ventos muito fortes, queríamos conhecer mais coisas, porém o frio não deixou. Na manhã seguinte fomos para Roma, na Itália, mas isso vai ser história para outro post!


Esse post faz parte do projeto “leitores no blog” onde cada um pode enviar sua história de viagem e aparecer por aqui. O post de hoje foi escrito pela Laila Zago. Obrigada, Laila <3