Um pulinho em Braga

Ora pois, já estou longe de casa há mais de uma semana. Milhas e milhas distantes de todos que eu amo (pois é, Blitz foi a trilha sonora desses primeiros dias aqui). A vida aqui começa a “normalizar”, as aulas começaram, já conheço bastante gente e tô fazendo até umas tarefas domésticas (sim mãe, olha isso!!!!!!!!!).

Mas enfim, essa parte toda é chata, o que quero mostrar para vocês é um pouco da “minha” cidade, Braga. É um lugar lindo, vale a pena conhecer. É uma das cidades mais antigas de Portugal, mas ao mesmo tempo é a capital da juventude, isso devido aos estudantes Erasmus que chegam à cidade todos os semestres para estudar, viajar, conviver e festejar!

Dois dos lugares mais bonitos aqui são o centro histórico, com as inúmeras igrejas (quase uma por rua) e um estilo antigo que lembra o interior de Minas (alô leitoras Mineirinhas), e o santuário Bom Jesus do Monte, que fica em um morro e tem uma vista incrível, principalmente no final do dia. O bom da cidade é que ela não é grande, a gente pode andar praticamente todo o espaço que interessa a pé.

Separei algumas fotos, olha só:

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Rua da Liberdade, ou Rua das Flores.

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Jardim de Santa Bárbara, um dos lugares mais lindos e inspiradores da cidade.

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Bom Jesus do Monte, a igreja tem muuuuitos degraus, além de ficar em um morro. Cansativo, mas lindo!

Por hoje é só, ainda pretendo descobrir muitos outros lugares por aqui, tenho tempo de sobra. Conto tudo pra vocês!

Chegadas e Partidas

Aeroportos são os lugares mais emocionantes que você pode encontrar na face da terra. Tem gente chegando, gente recebendo, gente saindo e gente deixando que vá. Tem lágrimas de felicidade, lágrimas pela saudade que bate forte no peito e lágrimas pelo medo do que tem por vir. Afinal, quem sabe o que temos pela frente?

Ansiedade? Descubra que essa era uma palavra até então desconhecida antes de entrar nesse universo de chegadas e partidas. Faça as malas ansiando para ir e já ansiando para voltar. É contraditório, mas a saudade pode aparecer mesmo antes de sequer se despedir. Além disso, depois dessa enxurrada de emoções, entre chegadas e partidas, quem embarca ainda tem mais um turbilhão pela frente. Decolar e pousar são apenas duas delas. O melhor de tudo é poder ver o mundo de cima das nuvens. Arrisco dizer que é como brincar de Deus enquanto você é apenas um pontinho. Não tem como entrar num avião sem olhar pela pequena janela, dar um longo suspiro e sentir-se uma formiguinha na imensidão.

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Deixe de lado todas as dúvidas e torne-as certezas. Esqueça seus medos e viva os seus sonhos. Perca um pouquinho de si e traga novas versões suas a tona ♥

Museu do Ipiranga

Se a Avenida Paulista é a Times Square brasileira, o Museu do Ipiranga é Versailles! Não tem como não se derreter com aquele jardim verdinho simétrico, a água saltitando pelo chafariz e uma construção monstruosamente bonita.

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Era uma tarde de domingo fria, em que o sol fez o favor de brilhar, quando fui conhecer o lugar. O museu faz parte do Parque do Ipiranga, onde temos também o lindíssimo Monumento à Independência e uma feira de rua muito gracinha. O lugar é lotado de famílias fazendo piqueniques e crianças correndo de um lado para outro.

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Lá estão expostas obras e objetos dos mais diversos gêneros, cujo possuem algum laço com a história do Brasil e de São Paulo. Foi inaugurado em 07 de setembro de 1895 e, hoje, é um dos museus mais visitados da cidade. O quadro “O Grito do Ipiranga” – que estava no cantinho de sua apostila de história do ensino médio, tenho certeza – foi pintado por Pedro Américo através de uma encomenda feita pela família real portuguesa e está lá exposto. É enorme e foi super legal poder ver ele de pertinho!

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Pra chegar até lá é bem fácil! É só saltar na estação de trem do Ipiranga e subir algumas quadras pela Rua dos Patriotas. Não tem como se perder :)

Qual será nosso próximo destino?

Cris

Diferenças Culturais

Olivier Teboul, um francês charmosinho que mora em Belo Horizonte a um ano e meio, escreveu 65 observações que percebeu sobre o Brasil em seu blog. É engraçado ler, e também rir, com as mais variadas coisinhas que vivemos e nem nos damos conta de que podem não ser comuns em outras culturas.

Separei algumas sobre as quais eu nunca havia necessariamente refletido. Será que vocês concordam comigo?

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– Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.

– Aqui no Brasil, é comum e conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone.

– Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja.

– Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.

– (…) Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.

– Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.

– Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.

– Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na França nem existe mandioca.

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Pra ler mais é só visitar o blog dele. Clique aqui!