Cruzeiro curto ou longo – qual escolher?

Tanto no Brasil, quanto em rotas internacionais, há cruzeiros mais curtos (3 ou 4 noites) e cruzeiros mais longos (a partir de 7 noites). Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens, e hoje quero falar um pouco de cada uma delas.

Cruzeiros curtos são ideais para sua primeira viagem de navio. Para quem deseja conhecer essa maneira de viajar, é possível ver o ambiente e como se sente nele. Se não gostar, passará muito rápido e logo estará de volta. E se você gostar (o que ocorre com muita gente), poderá fazer um cruzeiro mais longo numa próxima vez e conhecer outros navios e rotas. 

Para as pessoas que têm dificuldade em se ausentar completamente do trabalho, ou não conseguem tirar férias longas, é uma ótima opção também! O navio estará sempre em alguma cidade e isso favorece a comunicação com os colaboradores, clientes e parceiros de trabalho. Quando se está navegando, dificilmente se tem sinal de celular. Se a parte financeira também for uma dificuldade, opte por um cruzeiro mais curto, pois eles costumam ter preços mais em conta!

Já as rotas mais longas costumam incluir dias de navegação, pois os destinos tendem a ser mais distantes do porto de saída. Para algumas pessoas, dias de navegação significam monotonia ou “perda de tempo”. Para outros, representam descanso e entretenimento. O staff prepara diversas atividades para os passageiros como jogos, gincanas, aulas de dança, atividades físicas em grupo, bingo… E as paisagens em alto mar são únicas! Ver o céu durante a navegação, tanto de dia quanto de noite, é algo maravilhoso! Observar o mar infinito enquanto escuta o barulho das ondas, e assistir um pôr do sol em alto mar são experiências inesquecíveis!  

Para os amantes de compras e jogos, as lojas e o cassino do navio ficam abertos por mais tempo nos dias de navegação! Quando o navio está atracado, esses locais costumam ficar fechados. Nesses dias você também terá mais tempo para aproveitar os bares, restaurantes e demais opções de lazer disponíveis, como parede de escalada, jacuzzi e tobogã. Se o navio for muito grande e você optar por um cruzeiro curto, corre-se o risco de não conseguir realizar todas as atividades que deseja, pois há a possibilidade de encontrar filas nas atrações, e os horários serem limitados. 

E os que não gostam de viajar de avião também procuram cruzeiros para conhecer novos lugares de uma maneira mais confortável e agradável, sem precisar voar. Isso inclui viagens intercontinentais como a travessia Brasil/Europa. Nesses casos, os cruzeiros longos são uma excelente alternativa!! Algumas vezes você poderá encontrar essas viagens de travessia com preços excelentes!

E em cruzeiros com maior duração você acaba se acostumando mais com o local, a cabine, os restaurantes, e também acaba conhecendo melhor a equipe que trabalha no navio: camareiros, garçons, animadores, recepção, instrutores fitness… Dessa forma se sentirá mais à vontade, “em casa”.  Os tripulantes podem te contar histórias de suas experiências a bordo e você aprenderá diversas coisas com eles. 

Em maio foi lançado um livro com algumas dessas histórias, o “Todos a bordo: incríveis histórias vividas pelos tripulantes de cruzeiros”. Eu sou coautora dele! Se quiser saber mais, você encontra maiores informações pelos perfis do Instagram @helogroppo e @todosabordo.livro.

Quais são os passos para voltar à normalidade para as viagens de intercâmbio?

Desde março de 2020 começamos a nos adaptar a um vírus invisível aos nossos olhos que colocou as nossas vidas de pernas para o ar. De fato, a pandemia da Covid-19 afetou o mundo todo obrigando futuros intercambistas a postergar seus sonhos. Desde então, temos aprendido muito sobre a necessidade de se colocar no lugar do outro e ressignificar nunca foi tão importante.

Nos desafios encontrados pelos governos e populações para combater a pandemia e voltar a um novo normal,  alguns países estão mostrando ser um exemplo para o resto do mundo. Agiram rápido com o fechamento das fronteiras, controle de casos, distanciamento social e máscara, e agora gradualmente iniciam sua reabertura para o resto do mundo como foi o caso da Nova Zelândia que ganhou destaque nesse cenário.

Afinal, quando os intercambistas brasileiros vão poder viajar para outros países?

Alguns países já levam uma vida normal, porém sem receber visitantes internacionais ou estrangeiros, mas podemos ficar otimistas que à medida que a vacinação no mundo avança, é certo que haverá a abertura de fronteiras. No entanto, é importante considerar que tudo ocorrerá passo a passo e não será de um dia para o outro. Algumas realidades que nos fazem acreditar que o mundo já se direciona à normalidade:

Viagens entre Austrália e Nova Zelândia

Dois países foram destaques nessa luta, Nova Zelândia e Austrália que controlaram os casos de forma excelente. Apesar disso, a Nova Zelândia só voltou a receber australianos sem a necessidade de quarentena ou teste PCR de Coronavírus em 19 de abril deste ano, enquanto o país capital do Surf recebe neozelandeses desde outubro do ano passado.

Mas é claro que essa reabertura vem sendo controlada, e em qualquer situação emergencial podem voltar a fechar para garantir a segurança de seus residentes. É através do “baby steps” (pequenos passos) que estão se preparando para assumir riscos maiores. 

Malta oferece EUR 300 para estudar no país

Estudantes que viajarem para Malta para aprender inglês neste verão receberão até €300 em vouchers para gastar em qualquer lugar da ilha. Para serem elegíveis, os alunos devem passar um mínimo de 15 noites em Malta, enquanto o valor máximo para receberem será limitado a 30 noites, ou €300.

Os vouchers podem ser gastos em qualquer loja que aceite vouchers do governo entregue a residentes de Malta. Não podem ser trocados por dinheiro e começarão a ser distribuídos a partir de 1ª de junho.

Canadá abertos aos estudantes brasileiros com visto de estudante

Os brasileiros que desejarem ir para o Canadá, deverão realizar o curso obrigatoriamente com uma DLI (designated learning institution) com um plano aprovado de COVID-19 pela província ou território. Desde 21 de novembro de 2020, é obrigatório o uso do aplicativo ArriveCAN antes de fazer o check-in no aeroporto para enviar suas  informações de contato, plano de quarentena e autoavaliação de sintomas COVID-19. 

É obrigatório apresentar um teste de PCR negativo efetuado nas 72 horas anteriores à sua partida para a entrada no país. O viajante precisa realizar um novo teste de PCR para COVID-19 na chegada ao Canadá. Em seguida, ele deve aguardar o resultado se hospedando durante três noites em um hotel indicado pelo Governo Canadense e logo depois cumprir a quarentena de 14 dias. 

Dubai e África do Sul abertos aos Brasileiros

Poucos países se mantiveram abertos para a entrada de brasileiros, mas a África do Sul e Dubai permanecem recebendo os intercambistas daqui. Contudo, existem algumas regras a serem seguidas para poderem entrar e permanecer no país. 

Estados Unidos volta processar vistos M1 e F1

Com a vacinação em andamento no mundo, os Estados Unidos se tornou um exemplo após mais de 500 mil mortes. Empenhado em imunizar toda a  população, segue na liderança já tendo aplicado duas doses em mais de 37% da população. Recentemente, o país divulgou que brasileiros com vistos específicos, voltarão a ser recebidos pelo país.

Visitante internacional: Turistas X Intercambistas

Também vale refletir que provavelmente os turistas (viagem de curta duração) demorarão mais tempo para entrar num avião. Já os brasileiros que possuírem visto de estudante e tiverem um plano de longa estadia no país estrangeiro como, por exemplo, 14 semanas ou mais serão aceitos mais rapidamente com a necessidade de isolamento dependendo das regras dos países.

Fake News

Nesse momento de pandemia, muitas fake news estão sendo disseminadas pelos grupos de Facebook e Instagram! É importante ficar de olho nas fontes oficiais dos governos ou sempre entrar em contato com a Belta, que possui um ótimo relacionamento com esses países, para confirmar ou negar qualquer informação que você tenha dúvida.

No mês de junho iniciaremos uma agenda de debates para os futuros intercambistas poderem fugir das fake news. Acesse nosso grupo clicando aqui!

Acesse o site da Belta: www.belta.org.br e entre em contato com as Agências Selo Belta hoje mesmo!

ESSA POSTAGEM É PATROCINADA PELA BELTA.
UMA VEZ POR MÊS A ASSOCIAÇÃO CONTARÁ COM UM POST NESTE SITE.

 

Nômades digitais: Viver viajando é uma realidade possível

Deixa eu adivinhar: você tem vontade de meter o pé na estrada, mas acha que isso só é possível para influenciadores, famosos ou gente rica? Viver viajando parece um sonho distante pra você? Saiba que o nomadismo digital é super possível e cada vez mais comum, principalmente por conta da difusão do modelo de trabalho home office. Mas, para isto acontecer, é preciso uma dose de desapego, uma pitadinha de coragem e uma vontade imensa de quebrar os paradigmas que a sociedade nos impõe! E aí, você topa?

Viver como nômade digital nada mais é do que viver em qualquer lugar, levando uma bagagem enxuta e curtindo o momento ao mesmo tempo em que trabalha pela internet. Se você já trabalha e está adaptada ao home office você já tem meio caminho andado. Caso contrário, corre conversar com o seu chefe ou arrumar um trabalho remoto para poder se jogar nessa aventura!

É fundamental frisar que você não estará viajando nos locais, e sim morando por um breve período em cada um deles. O ritmo é totalmente outro – principalmente durante a pandemia – é mais lento, menos turístico e muito mais cultural. Você vai se acostumar a ir no mercadinho do bairro, desejar um bom dia para diferentes vizinhos, ouvir outros cantos de pássaros, se apaixonar por cada casa nova e ter um novo delivery de pizza favorito a cada mês. Como todo tipo de viagem, é uma experiência desafiadora e de muito autoconhecimento, mas sem dúvidas incrível!

Eu também quero! Por onde devo começar?

  1. Organize o seu orçamento mensal

Fato é que dinheiro não cai do céu e a intenção aqui é viver viajando, e não simplesmente fazer uma viagem e voltar logo para casa. Se você já mora de aluguel é mais fácil – te proponho a praticar o desapego, vender as suas coisinhas e desalugar a sua casa/apartamento (fácil falar, difícil fazer kkkring). A partir disto a proposta é que com exatamente este mesmo valor que você pagava o seu aluguel e suas contas agora você possa alugar outros lugares para morar pelo Brasil (ou pelo mundo, porque não?). Uma ideia interessante para baratear um pouquinho é dividir tudo isto com seu parceire de vida ou um amigue do peito, assim o valor será dividido por 2 e a aventura multiplicada! Independente da solução faça um bom planejamento financeiro para não entrar em perrengue com os boletos quando você já estiver na estrada.

  1. Pensar em como você vai se locomover

Se você tiver um carro disponível este é o ideal para o momento de pandemia, só assim você ficará 100% tranquila com o distanciamento social e garantir que só você mesma irá manusear as suas próprias coisas. O seu carro também será a sua casa, pois é lá que você vai levar não só a sua mala de roupas, mas também: materiais de higiene, utensílios básicos de cozinha, comida (lembre-se de levar uma bolsa térmica), equipamentos eletrônicos e até o seu travesseiro favorito para se sentir mais em casa! No seu orçamento (passo 1) lembre-se de colocar o valor da gasolina e de pedágios.

  1. Desenhe e planeje o seu roteiro

Minha parte favorita! Abre o Google Maps e escolha cidades que possam ser interessantes para você ser nômade por lá! Algumas dicas na hora de montar o roteiro:

– O ideal é que a distância entre cada cidade seja de, no máximo, 4 horas para as mudanças não serem tão cansativas. Afinal, as viagens não serão mais um evento único e sim a sua nova rotina.

– Outra sugestão é que você não passe nem pouco e nem muito tempo em cada lugar. Uma semana em cada cidade é bastante cansativo e três semanas já é um número mais realista, mas você precisará entender qual o ritmo de nomadismo que você irá preferir com o tempo.

– Os finais de semana, caso você não trabalhe nestes dias, são sim os dias ideais para mudança de casa. Além da viagem em si, você tem que contar o tempo de fazer check-out e check-in, fazer e desfazer malas e tudo o mais.

– Por conta da pandemia, dê preferência para cidades menores e mais interioranas, em que você possa aproveitar mais o ar livre. 

  1. Orce e reserve as hospedagens

Para as hospedagens use o Airbnb para ter uma casa completinha, equipada e pronta para você morar. Aqui vão algumas dicas:

– Antes de bater o martelo na sua nova casa sugiro que você explique para o host que você trabalha em home office e questione sobre a velocidade da internet, para garantir que você irá conseguir trabalhar sem problemas.

– Sobre equipamentos e eletrodomésticos: garanta que tenha uma cozinha minimamente equipada com fogão, micro-ondas, louças e panelas para você economizar cozinhando e também prefira lugares que tenham máquina de lavar roupas! Acredite, máquina de lavar roupas salvam vidas!

– Equilíbrio é tudo nessa vida: não deixe todas as acomodações do roteiro já reservadas, para você ir sentindo cada lugar com calma e ir avaliando a situação da pandemia. De toda forma, também não é aconselhável reservar em cima da hora, assim você irá encontrar lugares melhores e em um preço mais justo. A dica é sempre ter as próximas 3 ou 4 semanas já reservadas.

– Por conta da pandemia, dê preferências para ficar em casas ao invés de apartamentos. Acredite, você vai sentir muito mais liberdade!

  1. Pé na estrada, mas com cuidado!

Com tudo pronto é hora de partir! Acomode tudo no carro de um jeito que você fique confortável e segura para dirigir por algumas horinhas.

É importantíssimo frisar que estamos em meio a uma pandemia, né? Então, não deixe de levar álcool 70% e máscaras na sua bagagem, mantenha o distanciamento social, acompanhe as notícias para saber as regras e volume de casos de cada cidade, caso for fazer algum passeio opte sempre por locais ao ar livre e fora do horário de pico. Mantenha-se segura e fique em casa, mesmo que a sua casa for em qualquer lugar por aí :)


Texto: Cristiane Sasse. 28 anos, Blumenauense, publicitária, pós-graduada em pesquisa de mercado e apaixonada por entender as pessoas e seus comportamentos.  “Gosto de vestidos rodados, canetas coloridas, gifs de animaizinhos fofos, brigadeiro, Netflix e uma passagem só com data de ida pra qualquer canto que tenha Wi-Fi. Fiz intercâmbio em Londres, morei por 8 anos em São Paulo, já fiz mochilão pelo Japão, América do Sul e Europa, e hoje me considero uma nômade digital”. 

Formas de Imigrar para Portugal: Qual é a sua?

Portugal é um daqueles destinos que o Brasil tem inúmeras relações e acordos que facilitam muito a vida de quem quer imigrar – isso tudo sem falar que temos a mesma língua mãe, né? Apesar de muita gente achar que eu vim para cá em 2016 por causa da facilidade do idioma, como é a opção da grande maioria dos brasileiros, mas a verdade é que escolhi pela forma como o Mestrado é organizado por aqui. Mas calma, esse é papo para ooooutro dia!

Hoje eu quero falar contigo sobre as formas de imigrar para Portugal. Mas antes disso, se você quiser só visitar como um turista, deixa eu te contar como você faz! 

“Eu preciso de visto para ir turistar em Portugal?”

AINDA não. Por que o “ainda”? Por que está previsto que, a partir 2023, haverá a obrigatoriedade do visto ETIAS para brasileiros que vierem turistar pelos países dentro do Espaço Schengen. Não sabe o que é isso? É um acordo entre 26 países em que entre eles não há controle de fronteiras internas!

Então, o que eu preciso para entrar em Portugal enquanto turista?Quando você chegar por aqui, você vai ter que passar pela imigração e, em geral, vão pedir para ver o seu Passaporte (até para te dar o teu sonhado carimbinho) e pronto. Maaaas, está no direito do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), órgão responsável aqui em Portugal por isso, pedir a você:

  • Passaporte com validade mínima superior a 6 meses;
  • Comprovativo de viagem (ida e volta);
  • Comprovativo de alojamento – caso você fique hospedado na casa de um amigo, pode pedir uma carta de próprio punho e, se possível, com assinatura. Ah! Não esquece de anexar uma cópia do documento da pessoa. Pode ser passaporte estrangeiro + título de residência válido; cartão cidadão português; documento da UE + atestado de residência e/ou registo na Câmara;
  • Algum comprovativo de vínculo laboral ou atividade profissional no Brasil (patronal, pública ou privada) – isso é para que eles saibam que você tem vínculos com o país de onde veio e voltará, mais cedo ou mais tarde;
  • Comprovativos de meios financeiros (são 75€ por cada entrada no território nacional + 40€/dia de estadia no país). Por exemplo, se você permanecesse durante 15 dias, seriam necessários 675€ que podem ser em dinheiro, travelers cards ou cartões de crédito internacionais. OBS: esse item pode ser dispensado pela autoridade do SEF caso haja uma carta convite ou termo de responsabilidade emitido por cidadão português ou estrangeiro que disponha de título de residência, autorização de permanência, visto de trabalho, estudo, estada temporária, válidos, e que se comprometa com a alimentação e alojamento do interessado.

Sobre imigrar, você pode ir como estudante!

Aqui nós já temos 3 dicas em uma, tá? Porque você pode vir enquanto estudante de graduação, mestrado ou doutorado. Os tipos de visto neste caso se alteram, mas não vamos entrar em tantos detalhes assim nesse post.

É possível vir para Portugal como bolsista na graduação (que aqui eles chamam de licenciatura apesar de não ter nada a ver com a nossa licenciatura), fazer o mestrado aqui (como eu fiz) ou o doutorado (que eles chamam de “doutoramento”). Ah! Quase esqueço. Aqui eles têm uma modalidade também chamada “Mestrado Integrado”, que basicamente junta a graduação e o mestrado e você já sai mestre. WHAAAT? Sim, pasme, é real!

Uma das oportunidades que quero só pincelar para vocês é a Bolsa Santander Íbero-Americanas que é uma ótima forma de você viver um intercâmbio de 6 meses por aqui, experienciar e ver se você gostaria de fazer alguma outra experiência mais longa por aqui.

O Mestrado que eu vim fazer, tem duração integral de 2 anos e o Doutorado, de 3 anos. Depois, se vocês se interessarem, posso contar como foi a minha experiência por aqui! Conta nos comentários se você se interessaria em saber ;)

Tem um(a) cônjuge que quer vir estudar e não sabe se pode vir junto?

Essa é a 3ª forma de vir! Essa opção se chama Reagrupamento Familiar e, basicamente, a partir de uma série de itens, se você e seus dependentes se encaixarem, vocês ficam em Portugal atrelados ao título da pessoa. Ex: Em linhas gerais e dando uma meeeega enxugada, imagina aí que sou casada e a pessoa vem fazer Doutorado em Portugal. Através do Reagrupamento Familiar, eu fico com o Título de Doutorado também. 

Posso conseguir uma oportunidade de emprego e ir para Portugal?

Claro que pode! O tanto de gente que eu já conheci que vem para Portugal depois de conseguir uma proposta de emprego no LinkedIn não tá escrito. Mas claro que essa quantidade é ainda maior para pessoas que são de TI, por exemplo. O que basta para você fazer o seu visto é realmente ter esse contrato ou promessa de trabalho em Portugal. A sua vaga precisa estar assegurada. Tendo isso e fazendo todos os passos burocráticos, é certeza que vai dar tudo certo – só segura a ansiedade em esperar o resultado do visto sair, ok?

Sou aposentada, quero curtir a vida em Portugal!

Pois muito que bem, mozão! Segundo a pesquisa The World’s Best Places to Retire, que analisou 24 países em 10 categorias diferentes, adivinha qual foi o país vencedor? Acertou quem disse PORTUGAL! O país ganhou em aspectos como cuidados de saúde, clima, alojamento, entretenimento, socialização e desenvolvimento. Tá bom pra você?

Além disso, existem vários outros benefícios como o Acordo de Previdência Portugal e Brasil e o Acordo Iberoamericano. Lembra aquilo que eu disse sobre os vários acordos entre os dois países?

EXTRA: Se você já está pelos países abrangidos pelo programa Erasmus+, que é um programa de intercâmbio entre países participantes e países parceiros (clica aqui para saber quais são). Basicamente, você pode vir estudar ou trabalhar (estágio não remunerado) em Portugal através desse programa de 3 meses a 1 ano. O tempo mais comum que vejo as pessoas ficarem é um semestre. 


Texto: Camila Aldrighi. Mestre Pokémon, dos Magos e em Design Gráfico e Projetos Editoriais. É publicitária e historiadora, mas, sobretudo, uma libriana típica. Acha que absolutamente TUDO é muito interessante – e isso faz com que goste de muitas coisas diferentes. Atualmente mora no Porto, em Portugal, mas aí viajou sozinha e descobriu que pertence mesmo ao mundo. Está sempre pronta para uma boa conversa, espera compartilhar um pouco da loucura de viver sozinha e descobrir alguns lugares do Porto e do mundo com você. E então, vamos? Instagram | Site

A História da Evolução do Intercâmbio

De acordo com o dicionário, história é o conjunto de conhecimentos relativos ao passado da humanidade e sua evolução. O momento que vivemos hoje definitivamente será algo que entrará para a nossa história, mas você sabe exatamente de onde surgiu a ideia do intercâmbio?

Após a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) o mundo, esgotado de guerras, percebeu que era necessário que os jovens entendessem e começassem a conhecer e a respeitar as diferenças culturais para poder conviver em paz, e a partir desse momento, teve início o intercâmbio cultural.

No Brasil, existiam pouquíssimas organizações que realizavam esse tipo de viagem de estudos. Somente filhos de pais muitos ricos viajavam para estudar no exterior, existia a premissa de que o pai precisava preparar seu filho para o mundo.. E isso, perpetuou um tabu muito grande referente ao intercâmbio, onde somente pessoas que tinham muito dinheiro poderiam realizar esse tipo de viagem. 

No início, quem incentivava as viagens eram os professores de inglês, que viam a necessidade do estudante aprimorar o idioma e realizavam grupos para levar esses jovens para o intercâmbio. 

Se hoje temos a tecnologia ao nosso favor, antigamente os consultores de intercâmbio ao invés de mostrarem a localização do país/cidade no Google Maps, precisavam utilizar o Atlas. E se hoje você consegue saber tudo sobre seu destino, antes tudo era literalmente uma surpresa… as pessoas só sabiam detalhes, por conta de relatos de outras pessoas que já haviam viajado. 

O processo também era muito mais complexo e longo, o custo de telefonemas internacionais entre pais e filhos eram muito caros, então a comunicação toda acontecia por cartas… não existia o cartão pré-pago, todo dinheiro era levado em espécie, o que acabava tendo mais riscos. 

A popularização do intercâmbio no Brasil aconteceu a partir do momento que as agências de intercâmbio se profissionalizaram e passaram a oferecer uma grande variedade de programas, além do parcelamento, viabilizando a viagem para todas as classes sociais.

Saiba mais sobre a belta em www.belta.org.br 

ESSA POSTAGEM É PATROCINADA PELA BELTA.
UMA VEZ POR MÊS A ASSOCIAÇÃO CONTARÁ COM UM POST NESTE SITE.